E no dia seguinte descobri que a filha do rapaz que dirigia o carro era amiga de uma amiga minha.
Mas pensa comigo: esse rapaz, marido e pai, devia estar dirigindo na maior tranqüilidade, e, de repente, puf. Alguém atravessa a rua com o sinal ainda aberto para os carros, o motorista tenta desviar, mas ainda assim lança a pessoa aos ares. E na – sem sucesso – tentativa de desvio, bate num caminhão. Quem imaginaria que aquele dia seria seu último?
Esse rapaz já devia ter planejado todo o dia que vinha pela frente, esperando o melhor.
E de repente acaba. Por isso lhes digo: vivam. Não deixem que a preguiça tome conta. Olhe para trás e veja tudo o que fez, todas as histórias que tem pra contar, e tenha ânsia de contar mais. Porque – e me dói dizer isso – amanhã, suas chances podem acabar, mais rápido que uma pessoa correndo desesperadamente, um carro sem controle e um caminhão em alta velocidade, juntos.
Por Mariane Germano
Por Mariane Germano
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